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A Economia B apresenta doClima no principal festival de jornalismo independente da América Latina

A Economia B apresenta doClima no principal festival de jornalismo independente da América Latina

Cofundador da climate tech, João Guilherme Brotto vai mostrar como a doClima combina ciência climática, dados públicos, IA e jornalismo de soluções para apoiar redações, gestores públicos e organizações na construção de respostas locais à crise climática

A mudança do clima já aparece na rotina das cidades brasileiras – da saúde pública ao abastecimento de água, da infraestrutura à produção de alimentos. Transformar esse cenário em informação qualificada é um dos grandes desafios da comunicação climática no país.

Nas redações locais, esse desafio se soma a equipes enxutas, rotinas intensas e poucos recursos para uma cobertura climática contínua e baseada em dados. Na gestão pública, gestores e servidores também precisam incorporar a agenda climática em decisões, mas nem sempre contam com ferramentas para transformar bases complexas em diagnósticos, políticas e comunicação pública. A doClima nasce para encurtar a distância entre ciência climática e ação local no Brasil. 

A plataforma integra dados de fontes oficiais e científicas de referência para produzir inteligência climática localizada sobre cada um dos 5.570 municípios brasileiros. Isso significa que a mesma qualidade de análise que pode ser feita para São Paulo-SP, também pode chegar a Serra da Saudade-MG, que com seus 833 habitantes (Censo 2022), é o menor município do país. Com apoio da teIA, sua inteligência artificial climática, a doClima conecta e cruza dados de fontes como AdaptaBrasil MCTI, SEEG/Observatório do Clima, MapBiomas, CHIRPS e CHIRTS, do Climate Hazards Center/UCSB, e IBGE, para transformar indicadores complexos em diagnósticos, pautas jornalísticas, painéis interativos e briefings para cada território.

Cada município é analisado a partir de camadas como risco climático, contexto socioeconômico, perfil das emissões de gases de efeito estufa, uso da terra, desmatamento, precipitação e temperaturas extremas. Juntas, essas camadas ajudam a responder perguntas como: quais riscos climáticos se destacam em cada território, quais fatores ajudam a explicá-los, quem pode estar mais exposto e quais são os caminhos para respostas mais bem fundamentadas.

Em análise apresentada pela teIA a partir de dados do AdaptaBrasil MCTI, plataforma que reúne dados e indicadores sobre o risco climático de todos os municípios do Brasil e que é um dos pilares da curadoria do Clima, Bragança, no Pará, aparece como o município com o maior número de riscos climáticos simultâneos do Brasil: dez áreas de risco, incluindo malária, estresse hídrico, deslizamentos e insegurança energética.

O Pará, aliás, lidera o ranking estadual: 7,64% de seus 144 municípios estão nesse grupo. De acordo com o AdaptaBrasil, a saúde pública aparece como o setor mais pressionado, com média de quatro riscos por cidade, refletindo a combinação entre clima amazônico, corpos d’água abundantes e vulnerabilidades socioeconômicas que favorecem a proliferação de vetores tropicais.

A análise mostra o tipo de contexto que a doClima pretende tornar mais acessível: uma visão municipal, integrada e baseada em evidências, capaz de apoiar tanto a produção jornalística quanto o planejamento público e a atuação de organizações locais.

Do MVP aos primeiros projetos em campo

João Guilherme Brotto, cofundador A Econonomia B e doClima

Nos últimos 10 meses, a doClima foi acelerada pelo climateXchange, programa da Syli, organização britânica que apoia projetos de jornalismo e comunicação climática. O apoio incluiu grant, mentorias e acompanhamento estratégico para o desenvolvimento do MVP (produto mínimo viável).

Agora, a doClima já está trabalhando com veículos de imprensa, organizações da sociedade civil e gestores públicos, testando a inteligência climática municipal em reportagens, capacitações, painéis públicos, projetos de resiliência climática e materiais de apoio à decisão.

No dia 29 de maio, às 16h40, João Guilherme Brotto apresenta a plataforma no Festival 3i, no Rio de Janeiro. O Festival 3i reúne convidados do Brasil e do exterior que atuam na interseção entre jornalismo, tecnologia e inovação. A programação discute desafios contemporâneos da produção e circulação de notícias, do fortalecimento do jornalismo local e independente à busca por modelos sustentáveis, estratégias de reconexão com o público e enfrentamento da desinformação.

Serviço

Festival 3i 2026
Quando:
29, 30 e 31 de maio
Onde: Porto Maravalley — Rio de Janeiro
Apresentação doClima: 29 de maio, às 16h40
Programação: festival3i.org

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Redação

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